qua, 24 de abril de 2024 02:35

Após esperar 15 dias por leito de UTI em Sinop, bebê de quatro meses morre em Cuiabá

Um bebê de quatro meses de vida, identificada como Lavínia Martins Ribeiro, morreu na madrugada desta segunda-feira (7), no Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, após aguardar 15 dias por um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), no município de Sinop (500 km da Capital). Informações preliminares apontam que a criança faleceu após contrair uma bactéria. Esse é quarto caso registrado de morte infantil no município, em decorrência da falta de UTIs.

Em entrevista à TV Centro América, o pai da menina, não identificado, disse que a bebê foi diagnosticada com uma grave doença no intestino, na UPA de Sinop, onde ficou mais de duas semanas à espera de um leito de UTI. Conforme o responsável, como não havia vagas pediátricas no município, a criança foi encaminhada para o Hospital Regional de Sorriso (395 km de Cuiabá).

De acordo com o pais da menina, ao chegar ao município, a família se deparou com uma tentativa ‘frustrada’, visto que lá também não tinha nenhuma vaga neonatal para dar início ao tratamento. Nesse momento, houve a necessidade de realizar a transferência do bebê para a Santa Casa da Capital, onde ficou até a madrugada desta segunda-feira (7).

Conforme o familiar, nesse meio tempo, a bactéria contraída pela criança piorou seu quadro de saúde, culminando em sua morte.

OUTRO LADO

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que “a paciente recebeu todo tratamento necessário a seu quadro clínico enquanto esteve hospitalizada no Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá” e, se sem entrar em detalhes, enfatizou o cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que não autoriza o Hospital Estadual a fornecer informações sobre o estado de saúde de pacientes ou assuntos médicos, mesmo que o fato seja de conhecimento público.

MORTE INFANTIL FREQUENTE

Em julho deste ano, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, ‘culpou’ o déficit de leitos de UTIs pediátricas no município em decorrência de um imbróglio contratual entre o governo de Mato Grosso e a empresa responsável pelos leitos.

A justificava foi dada após a morte do pequeno Bernardo Viana Goulart, de 3 anos, acometido por pneumonia grave, vir à tona.

À época, a criança chegou a ser atendida em unidades de saúde da cidade, mas precisou de cuidados e tratamento de alta complexidade e foi transferida para o Hospital Regional de Sorriso, onde morreu no dia 9 de julho.

Anterior a Bernando, outros dois casos de morte infantil, com a mesma faixa etária, já haviam sido registrados em Sinop. Sendo elas, a de uma menina identificada como Ana Júlia, de 2 anos, que morreu no dia 20 de março, após ser internada na UPA da cidade, assim como Bernardo, com um quadro de pneumonia.

Além de Manoella Tecchio, que morreu na madrugada do dia 8 de março, spb suspeita de negligência médica. Na ocasião, a prefeitura do município determinou o afastamento da médica que atendeu a criança.

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