qua, 24 de abril de 2024 03:22

Deputado classifica denúncia de Emanuel contra intervenção como ‘fake news’ e vê conspiração do prefeito

Presidente da Comissão Temporária Externa que acompanha a intervenção na Saúde de Cuiabá, o deputado estadual Paulo Araújo (PP) classificou a denúncia apresentada pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), como “fake news” e uma tentativa de conspirar contra o gabinete de intervenção, gerido pela interventora Danielle Carmona.

Emanuel levou à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) informações que levam a prefeitura a acreditar que a intervenção gerou um rombo na Saúde no valor de R$ 183 milhões, por conta das inconsistências entre os extratos bancários e contábeis do período de gestão estadual. Crítico à gestão do prefeito, Paulo Araújo rebateu as acusações na terça-feira, quando Danielle Carmona foi ouvida pela Comissão de Saúde da AL, presidida pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

“É fato que o Emanuel cria factóide para desviar a atenção, cria um cortina de fumaça. Eu acredito muito na intervenção. São pessoas sérias, pessoas honestas e os cargos ocupados são por servidores de carreira, do próprio município na sua maioria, que estão querendo fazer o bem. E o prefeito Emanuel Pinheiro, em todo momento, ele conspirou contra a população de Cuiabá. Conspirou quando deixou a situação da Saúde chegar ao jeito que está, com dívidas impagáveis, com pessoas que infelizmente morrem na fila por falta de atendimento, falta de compromisso do gestor. E agora, novamente, conspirando contra o gabinete da intervenção, plantando, dificultando a prestação de serviços ao usuário”, criticou.

Paulo Araújo é ferrenho defensor do gabinete de intervenção. Diz que tem visitado as unidades de saúde e constatado melhora significativa nos problemas relativos à falta de medicamento e à falta de médicos nas unidades.

“Aqueles problemas crônicos e generalizados em todas as unidades de saúde, falta de médicos e medicamentos, não temos mais. Temos uma regularidade. E registrando que a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro deixou uma dívida de quase R$ 500 milhões referente ao período de 2022, oficialmente aferido pela prefeitura. Daí a dificuldade que o gabinete tem de fazer gestão. A má gestão do prefeito contaminou de forma negativa a prestação de serviço público da saúde em Cuiabá, por isso, graças a Deus, aconteceu a intervenção”.

Durante a oitiva na AL, Carmona disse que a denúncia feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro  contra a gestão da intervenção é baseada num desencontro de informações e foi taxativa ao afirmar que “não existe rombo”.  “Existe, sim, um desencontro de informações da fonte de onde eles tiraram a informação”, esclareceu à imprensa.

Lúdio Cabral não ficou completamente satisfeito com as respostas apresentadas pela interventora e adiantou que vai fazer requerimentos de informações para confrontar os extratos bancários e contábeis da intervenção. “A intervenção está reproduzindo ao longo de seis meses o mesmo modus operandi de pagamento que existia anteriormente”, avaliou. “Isso é um problema sério, porque isso é exatamente a razão pela qual a intervenção aconteceu”.

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