qua, 24 de abril de 2024 05:32

Mauro diz que se houver suspensão de fornecimento do gás natural da Bolívia, executará contrato: ‘prevê multa’

O governador Mauro Mendes (União) demonstra não temer a suspensão do fornecimento de gás natural vindo da Bolívia, tendo vista o alerta feito pelo presidente do país vizinho da última sexta-feira (1), em razão de ser “um contrato pequeno”. Contudo, reforça que o contrato prevê multa e não exitará em cobrá-la, caso a ameaça se concretize.

“Olha, o nosso contrato é pequeno. Não tem nada oficial, nós temos um contrato firme com eles e que prevê multa. Se eles não honrarem, vamos executar o contrato”, respondeu ao Leiagora na noite dessa terça-feira (4), durante solenidade de promoção de policiais militares.

Mato Grosso exporta gás natural da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a empresa pública boliviana que explora, destila e vende petróleo e seus derivados ao Brasil. 

Ocorre que na última sexta-feira (1º de setembro) o presidente da Bolívia, Luis Arce, alertou  que as reservas do pais de gás natural foram esgotadas e que as exportações para a Argentina e o Brasil devem ser interrompidas.

Ainda na entrevista, Mauro Mendes disse não saber o valor exato da multa estabelecido no contrato e garante que entrará em contato com o governo do país vizinho para saber mais detalhes da situação. “A MT Gás já está fazendo isso”, se corrigiu na sequência. 

Em nota enviada ao Leiagora na manhã dessa terça, a MT Gás se pronunciou afirmando que, até o momento, não recebeu nenhum comunicado oficial do governo boliviano, quanto ao assunto. A empresa garante que as obras do gasoduto no Distrito industrial seguem a todo vapor e contam atualmente com 36 km de tubos instalados.

Diante da crise no abastecimento de gás natural no país vizinho e a iminência de um possível rompimento de contrato, firmado em 2021 e com duração de cinco anos, com o governo de Mato Grosso, a MT Gás reforça que até o momento todas as cláusulas do documento estão sendo cumpridas tanto pelo estado, quanto pelo país.

Confira a nota na íntegra:

O Governo de Mato Grosso, por meio da MT Gás, não recebeu nenhum comunicado oficial sobre qualquer descumprimento do contrato do fornecimento de gás pela Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a empresa pública boliviana que explora, destila e vende petróleo e seus derivados ao Brasil.

As obras do gasoduto no Distrito Industrial já estão com mais de 36 km de tubos instalados, um investimento aproximado de R$ 39 milhões. A operação para as indústrias deve iniciar-se no primeiro semestre do ano que vem. 

O presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues, informa que o contrato firme com a Bolívia vem sendo honrado por ambas as partes e não acredita em seu rompimento, por ser um contrato independente e de um volume pequeno perto do que é fornecido para o Brasil por meio da Petrobrás.

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