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sex, 23 de fevereiro de 2024 03:30

“Que seja feita a justiça”, diz amiga de Emily morta a facadas na frente do filho de 4 anos

Júlia Maria de Souza, amiga e colega de trabalho da jovem Emily Bispo da Cruz, de 20 anos, que foi morta a facadas na frente do filho de 4 anos pelo ex-namorado, Antônio Aluízio da Conceição, disse esperar que “a justiça seja feita” nesta quinta-feira (10). A declaração ocorre minutos do início do julgamento do frentista pelo Tribunal do Júri, acusado de matar Emily com ao menos 10 golpes de faca em março deste ano, no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

“O relacionamento deles desde o começo foi muito conturbado, mas a gente não imaginava que poderia acontecer algo assim. Esperamos que seja feita a justiça, não só por ela, mas também por outras tantas mulheres”, disse Júlia.

À imprensa, a vendedora contou que além de amigas, ela e Emily moravam e trabalhavam juntas. Ao comentar sobre o dia dos fatos, a jovem relatou que elas tinham o hábito de sair juntas para trabalhar, no entanto, no dia do crime em questão, Emily precisou sair mais cedo para deixar o filho na escola.

“Normalmente, nós saímos juntas todo dia de manhã, até porque a gente fazia a mesma carga horária do trabalho, só que, naquele dia, ela saiu mais cedo porque precisava levar o filho na escola, ela saiu na frente e eu logo atrás. Só foi questão de cinco minutos, eu estava saindo de casa quando comecei a ouvir as pessoas gritando e chamando a polícia. Como foi bem na esquina de casa, logo quando saí no portão, vi ela sentada no chão já ferida”, contou.

O JULGAMENTO

O frentista Antônio Aluízio da Conceição Maciano é julgado em sessão do Tribunal do Júri nesta quinta. Na oportunidade, o Conselho de Sentença apreciará as qualificadoras que pesam contra o acusado: feminicídio, motivo torpe, uso de meio cruel e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O caso aconteceu em 16 de março deste ano, no bairro Pedra 90, enquanto a mulher levava seu filho para a creche em plena luz do dia, pela manhã. Durante seu depoimento, o acusado confessou que matou a companheira por ciúmes e por ela ter recusado seu pedido de casamento. À época, o réu disse que pretendia se casar com a vítima e que se incomodava com os amigos e companheiros anteriores da jovem.

A vítima, de 20 anos, morreu em uma unidade de saúde do bairro, por choque hipovolêmico hemorrágico. O acusado fugiu depois do crime e só se entregou à polícia após contratar advogados.

Segundo informações do processo, o réu tinha um relacionamento esporádico com a vítima e manifestava comportamentos obsessivos e abusivos. Emilly, inclusive, já tinha sido agredida em outras ocasiões pelo companheiro e tinha planos de se mudar para o Paraná para se livrar das violências praticadas por ele.

O caso gerou grande comoção em Cuiabá. Pouco mais de uma semana depois do crime, centenas de pessoas se reuniram na principal rua do bairro Pedra 90 para pedir justiça pelo ocorrido, além de proteção e segurança para as mulheres.

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