qua, 24 de abril de 2024 03:04

‘Superlua azul’ poderá ser vista no céu de MT nesta quarta

A segunda e última superlua do ano pode ser vista no céu de Mato Grosso, na noite de quarta-feira (30), de acordo com o Observatório Nacional. Esse fenômeno é considerado raro e volta a acontecer apenas daqui a 11 anos, em 2032.

Apesar do nome, o termo “superlua” não é uma definição astronômica oficial. Ele é usado nos momentos em que a lua cheia acontece próxima ao perigeu, quando está mais próxima da Terra e, portanto, parece maior e mais brilhante.

O perigeu é quando a distância entre esse satélite e a Terra é menor do que 360.000 km. Quando isso ocorre, a Lua fica 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante.

Adellane Araújo Sousa, professor titular de Física da UFMT/Araguaia, explica que a atmosfera atua como se fosse uma lente quando o astro está baixo no céu e apesar de ser chamada de “Superlua Azul” em referência a expressão inglesa “once in a blue moon”, que significa um acontecimento raro, a luz azul não será da cor azul.

“Seria como no dia do são nunca. O termo Lua azul é devido ao fato não muito comum de ter duas luas cheias no mesmo mês”, comenta Adellane.

Quando e onde ver a SuperLua?

Ainda segundo o professor, por conta do fuso horário, a “SuperLua” já estará visível já no final da tarde desta quarta-feira. “O fenômeno oficial da Superlua Azul vai começar a partir das 21h35, mas apesar da lua estar grande devido a lua cheia, ficará com aparência maior bem antes, a partir de 17h45. Neste horário, devido a Lua estar baixa e pelo efeito da atmosfera, a Lua pode ser vista em uma tamanho muito maior que o normal”, diz.

Já para ver a “SuperLua”, o professor reforça que locais altos são mais indicados. “Em pontos com o horizonte limpo, sem prédios e grandes árvores. Em lugares mais altos que tenha a visão limpa, como algumas praças”, conclui.

Superluas x luas cheias

Uma “superlua” ocorre quando a lua cheia acontece próxima ao perigeu (quando ela está mais próxima da Terra), o que resulta em uma lua cheia ligeiramente maior e mais brilhante do que as demais.

Esse período é chamado de perigeu porque o nosso satélite natural aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante.

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