qua, 24 de abril de 2024 06:18

Vereador termina relatório e Edna Sampaio pode ser cassada na próxima semana

O destino da vereadora Edna Sampaio (PT) na Câmara de Cuiabá pode ser decidido na próxima semana. Isso, porque o relatório do processo ético disciplinar do qual ela é alvo deve ser entregue pelo vereador Kássio Coelho (Patriota) à Comissão de Ética da Casa até esta sexta-feira (18). A informação foi confirmada pelo presidente da Comissão, o vereador Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania) e pelo próprio Kássio.

Edna é investigada pela suposta prática da chamada “rachadinha”, ao se apropriar da verba indenizatória da ex-chefe de gabinete, Laura Natasha.
 
De acordo com Rodrigo, assim que Kássio entregar o relatório, o processo será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) que deve analisar os pontos legais do procedimento e assim enviar o processo ao presidente da Casa, o vereador Chico 2000 (PL) para que ele possa incluir na pauta das sessões ordinárias que acontecem na terça (22) ou na quinta (24). Há ainda a possibilidade de Chico marcar uma sessão extraordinária apenas para que o Plenário vote o tema.
 
O relator, Kássio Coelho, sabe que o tema é delicado e polêmico, portanto, prefere não adiantar qual será o resultado do relatório. Ele afirma que a peça já está pronta.

Rodrigo, por sua vez, afirmou ao Leiagora que, caso o relatório confirme que houve algum tipo de crime por parte da vereadora, ela estará sujeita a três tipos de punições: advertência, suspensão por 30 dias, ou a mais severa, a cassação.

Na quarta-feira (15), a defesa de Edna protocolou um pedido junto à Comissão de Ética para que novas testemunhas fossem ouvidas, tentando ganhar mais prazo para a vereadora, porém, como o processo já está no momento de finalização do relatório e pelo pedido estar fora do prazo, a Comissão indeferiu a oitiva das novas testemunhas da defesa.

Votação 

Para que a vereadora seja cassada, o relatório do processo deve receber 13 votos favoráveis. Na Câmara, cresce o sentimento de que a parlamentar não vai ser cassada por conta dessas acusações, podendo ser apenada apenas a uma suspensão de 30 dias. Contudo, os vereadores preferem não antecipar o posicionamento à imprensa.
 
As vereadoras Michelly Allencar (União) e Maysa Leão (Republicanos), respectivamente presidente e membro da Comissão de Direito da Mulher na Casa, já defendem a abertura de uma nova comissão processante, dessa vez para tratar especificamente sobre a demissão da ex-chefe de gabinete, que estava grávida na época.
 
Edna é alvo de um processo disciplinar por suposta prática de “rachadinha”. Isso porque, teria recebido R$ 20 mil da ex-chefe de gabinete, Laura Natasha, referentes à verba indenizatória paga pela Câmara de Cuiabá aos servidores que ocupam tal cargo.

Fonte: Leiagora

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